Artesanato

Para não esquecer a manufactura do passado. permanecem vivas as artes de confecção de abanos de penas de albatroz. apanhadas nas areias da Praia da Tocha (Albino Valente - Caniceira) de miniaturas dos Palheiros da Praia da Tocha (Manuel da Costa - Caniceira) e de pintura à mão de peças em barro e (Carlos Alberto Guerra - Avenida D. João Garcia Bacelar) Tocha.
 
A Praia da Tocha é de facto um dos lugares mais procurados pelos turistas dada a qualidade das suas areias e águas. No entanto. esta estância ba1near teve origem num centro piscatório, criado em meados do século XVII. Dadas as variações climatéricas, os pescadores, para resistirem à constante movimentação das dunas, ergueram habitações sobre alta estacaria, em construções palafíticas, os antigos "Palheiros ", hoje recuperados e reproduzidos em miniatura.
 
A pesca artesanal, a Arte Xávega. desenvolveu-se aqui com embarcações que se afastavam até duas ou três milhas da costa. Desde sempre, quando os pescadores regressavam, faziam - se acompanhar por uma rede-saco repleta de peixe, estabelecendo-se um agradável convívio entre pescadores, banhistas e frequentadores desta bela praia oceânica, pois o peixe era leiloado, depois de retirado o sustento dos pescadores, é claro.
 
A rede da Xávega é composta por um saco terminal, bastante amplo, com malha apertada onde os peixes ficam prisioneiros. Dos lados da “boca”, saem duas compridas "mangas" de malha larga, que se prolongam pelos cabos muito compridos.
Há também uma outra forma de pesca, as meijoeiras ou ameijoeiras. Na baixa-mar, fixa-se a rede mar adentro e, 24 horas depois, é retirada. Normalmente, utiliza-se este tipo de pesca entre Outubro e Março, na pesca do robalo e do sargo.
 
Esta tradição artesanal, que ainda hoje se aprecia, esteve, enfim, na origem deste agradável, típico e tranquilo destino de férias.